quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Mais um...
O Paquistão tem uma lei anti-blasfémia. A lei prevê prisão perpétua para quem diga mal do Corão, e pena de morte para quem difame ou insulte o profeta Maomé. Um exemplo recente da aplicação dessa lei é o caso de Asia Bibi: em Junho de 2009, Asia Bibi, uma paquistanesa cristã, foi acusada de ter insultado o profeta Maomé durante uma discussão com outros paquistaneses (a sua sentença foi baseada na palavra de testemunhas que a denunciaram a um clérigo muçulmano que por sua vez a denunciou à polícia.) Foi acusada de blasfémia, e condenada à morte por enforcamento. De notar ainda que, no seguimento da discussão que teve, uma multidão enfurecida entrou em sua casa e espancou-a juntamente com a sua família.
No momento está em discussão a alteração dessa lei, mas muita gente não vê essa alteração com bons olhos. Alguns grupos religiosos até entraram em greve como forma de protesto, para tentar que a lei se mantenha tal como está.
Salmaan Taseer, governador da província de Punjab, era um dos defensores da emenda à lei, que previa o aumento das atenuantes e a exclusão da pena de morte. Era, mas já não é: foi morto por um dos seus guarda-costas com 27 tiros de AK-47 no dia 4 de Janeiro.
É a religião no seu lado mais radical, como vai sendo habitual: Salman Rushdie tem a cabeça a prémio por causa do seu livro «Os Versículos Satânicos», Theo Van Gogh foi assassinado à porta de sua casa por causa da sua curta-metragem «Submissão», alguns cartoons publicados em jornais dinamarqueses geraram ondas de violência, clínicas e médicos que realizam interrupções voluntárias da gravidez nos EUA são alvo de ataques à bomba, Ayaan Hirsi Ali vive escondida devido ao seu livro «Infidel», a guerra civil no Sri Lanka, que dura há mais de 15 anos teve origem porque a minoria Hinduísta se sentiu oprimida quando o nome do país deixou de ser Ceilão e passou a ser Sri Lanka (a palavra «Sri» tem uma conotação de sagrado no Budismo, religião da maioria da população), etc.
Não quero com isto dizer que religião é sinónimo de violência, mas sim que a correlação entre elas parece ser bastante elevada (e aposto que a causa para isso seja a adoração dos dogmas.)
No momento está em discussão a alteração dessa lei, mas muita gente não vê essa alteração com bons olhos. Alguns grupos religiosos até entraram em greve como forma de protesto, para tentar que a lei se mantenha tal como está.
Salmaan Taseer, governador da província de Punjab, era um dos defensores da emenda à lei, que previa o aumento das atenuantes e a exclusão da pena de morte. Era, mas já não é: foi morto por um dos seus guarda-costas com 27 tiros de AK-47 no dia 4 de Janeiro.
É a religião no seu lado mais radical, como vai sendo habitual: Salman Rushdie tem a cabeça a prémio por causa do seu livro «Os Versículos Satânicos», Theo Van Gogh foi assassinado à porta de sua casa por causa da sua curta-metragem «Submissão», alguns cartoons publicados em jornais dinamarqueses geraram ondas de violência, clínicas e médicos que realizam interrupções voluntárias da gravidez nos EUA são alvo de ataques à bomba, Ayaan Hirsi Ali vive escondida devido ao seu livro «Infidel», a guerra civil no Sri Lanka, que dura há mais de 15 anos teve origem porque a minoria Hinduísta se sentiu oprimida quando o nome do país deixou de ser Ceilão e passou a ser Sri Lanka (a palavra «Sri» tem uma conotação de sagrado no Budismo, religião da maioria da população), etc.
Não quero com isto dizer que religião é sinónimo de violência, mas sim que a correlação entre elas parece ser bastante elevada (e aposto que a causa para isso seja a adoração dos dogmas.)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Cartões de Visita e... blasfémia!
No Paquistão, um médico foi preso por suspeita de blasfémia. Infelizmente já estamos habituados a esse tipo de acusações em países muçulmanos. O que esta acusação tem de novo é que o doutor Naushad Valiyani não proferiu palavras contra ninguém, nem contra nenhuma religião... Nem sequer escreveu nada... Nem desenhou... Na passada sexta-feira ele atirou um cartão de visita para o chão: um cartão de um representante de uma companhia farmacêutica. Confusos? É que o nome do representante é Muhammad Faizan! Ao atirar o cartão fora, o médico atirou para o chão um cartão com o nome do profeta! Agora está preso. No Paquistão a pena para quem blasfema é a morte. Embora na maioria dos casos nunca chegue a ser consumada (a pena é atenuada depois de alguns recursos), por ano morrem dezenas de pessoas acusadas de blasfémia no Paquistão.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Meme #5 - Intolerância ateísta
Dizer: «Penso que a minha visão é provavelmente a correta, e as razões que me levaram a esta conclusão são...», não é demonstrar intolerância, nem ter a mente fechada, nem ser dogmático ou achar que se é superior. E isto é verdade quer nos estejamos a referir ao ateísmo ou a qualquer outra coisa.
sábado, 7 de agosto de 2010
Consistência religiosa.
Quer tentar criar um deus à sua medida?: Do-It-Yourself Deity
Quer descobrir se a sua crença religiosa tem inconsistências?: Battleground God
Quer descobrir se a sua crença religiosa tem inconsistências?: Battleground God
terça-feira, 27 de julho de 2010
Crime!
Alayna Wyland tem 7 meses de idade. Tem um tumor numa das vistas - um hemangioma. Um pai «normal», ao ver crescer algo assim num filho seu, correria para o hospital, mas estes não são pais «normais»... Eles querem curar a sua filha com rezas, jejuns e com ungimentos. Resultado: a bebé foi entregue aos serviços sociais, e os pais foram acusados criminalmente de maus tratos.
Mas há mais um «bónus» na história: a primeira mulher do pai da bebé morreu em 2006 de... cancro da mama, sem nunca ter procurado ajuda médica!
Mas há mais um «bónus» na história: a primeira mulher do pai da bebé morreu em 2006 de... cancro da mama, sem nunca ter procurado ajuda médica!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Meme #4 - Ateísmo e moralidade
Como os católicos, também os ateus têm moralidade. A diferença é que os ateus não acreditam que a moralidade tenha sido plantada em nós por um deus ou outra força sobrenatural, e não achamos que o medo da ira de deus seja necessário para se ser uma boa pessoa. A nossa moralidade tem por base a empatia que sentimos pelos outros e a observação daquilo que causa sofrimento e felicidade.
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